A Praça da Bandeira, no centro de Londrina, será palco da terceira edição de 2026 do Slam Blackout no próximo dia 25 de julho (sábado). O encontro, marcado para as 17h30, reúne poetas, artistas e o público em uma disputa de poesia falada que celebra a literatura periférica, a diversidade de vozes e a ocupação dos espaços públicos por meio da arte.
Mais do que uma competição, o Slam Blackout tem como proposta aproximar a poesia das pessoas e mostrar que ela pode ser um espaço de expressão acessível a todos. O evento busca democratizar a palavra, incentivar novos poetas e transformar a praça em um ambiente de encontro, escuta e compartilhamento de experiências.

Segundo Luís Sandrin, integrante da organização do Slam Blackout, essa proposta faz parte da essência do movimento. Ele explica que o slam nasceu para mostrar que a poesia não pertence apenas ao ambiente acadêmico ou aos livros, mas está presente no cotidiano e pode ser vivida por qualquer pessoa. “A poesia existe em todo mundo. Basta querer encontrá-la e se deixar atravessar por ela nas coisas mais banais do dia a dia. O Blackout é esse convite para todo mundo que quer escutar e falar sua poesia. Qualquer pessoa pode participar, seja competindo ou no microfone aberto, espaço pensado para poetas iniciantes e para quem deseja apenas compartilhar seus textos, sem participar da competição.”
Inscrições abertas e regras da competição
As inscrições para os participantes já estão abertas e podem ser realizadas por mensagem direta (DM) nas redes sociais do Slam Blackout. Os vencedores receberão premiação em dinheiro: R$ 100 para o primeiro lugar e R$ 50 para o segundo.Hilary, integrante da organização, explica que as regras seguem o formato tradicional das competições de poesia falada. Cada participante tem até três minutos para apresentar um poema autoral, sem acompanhamento musical, figurinos ou adereços cênicos. As performances são avaliadas por cinco jurados escolhidos entre o público, que atribuem notas aos competidores.
Um espaço de resistência cultural

O Slam Blackout vem se consolidando como um importante espaço de expressão artística e resistência cultural em Londrina, incentivando escritores e performers a apresentarem textos autorais que valorizam a oralidade e a força da palavra. Além da competição, o encontro fortalece a cena da poesia independente ao reunir artistas e espectadores de diferentes perfis em um ambiente de troca e convivência.
Para Hilary, cada edição do evento reserva momentos únicos de emoção. “Fazia um tempo que não realizávamos uma edição por causa da correria da vida, mas o Slam Blackout sempre nos surpreende. É um lugar muito especial para quem organiza, para quem compete e para quem assiste. Sempre saio emocionada. Cada poesia leva a gente para outro lugar. Quem já viveu sabe como é, e quem ainda não participou tem a oportunidade de viver essa experiência agora. Vai ser uma edição maravilhosa.”
A força da poesia ocupando a cidade

Criado em Chicago, nos Estados Unidos, durante a década de 1980, o movimento slam se espalhou pelo mundo e ganhou força no Brasil a partir dos anos 2000. As batalhas de poesia reúnem textos autorais apresentados sem acompanhamento musical ou elementos cênicos, avaliados por jurados escolhidos entre o público. Atualmente, os slams ocupam praças, centros culturais e escolas, tornando-se importantes espaços de democratização da literatura e de debate sobre questões sociais, raciais, de gênero e identidade.
Inspirado nesse movimento internacional, o Slam Blackout fortalece a cena cultural londrinense ao incentivar novos artistas e promover reflexões sobre identidade, diversidade e pertencimento por meio da literatura.
Para Luís Sandrin, realizar o encontro na Praça da Bandeira possui um significado que vai além da ocupação física do espaço. “Fazer um slam na Praça da Bandeira é ocupar também um lugar simbólico. É colocar corpos periféricos e marginalizados no coração da cidade para falar sobre seus desejos, denúncias e pensamentos coletivos. A praça deixa de ser apenas um espaço de passagem e se transforma em um lugar de encontro, onde pessoas que vieram ao evento e até quem estava apenas passando acabam sendo tocadas pela poesia. Às vezes, basta um único poema para mudar o dia, a semana ou até a forma como alguém enxerga o mundo. O Slam Blackout é essa invasão poética da cidade e do imaginário coletivo, um convite para pensar novas possibilidades de existir em comunidade.”

A organização convida toda a comunidade para participar da terceira edição do Slam Blackout e celebrar a potência da poesia falada, da cultura periférica e da ocupação dos espaços públicos por meio da arte. A entrada é gratuita.
SERVIÇO:
Slam Blackout – 3ª edição de 2026
Data: 25 de julho (sábado)
Horário: 17h30
Local: Praça da Bandeira – Centro de Londrina (PR)
Entrada: Gratuita
Inscrições para poetas: abertas por mensagem direta (DM) nas redes sociais do Slam Blackout.
Por Thiago Furini

