Estúdio de Rádio Móvel retorna à EPESMEL nesta quarta-feira

O Estúdio de Rádio Móvel (ERM) realiza nesta quarta-feira (30 de setembro) mais uma atividade com estudantes da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (EPESMEL). A oficina acontece no período da tarde, no Laboratório de Educomunicação da instituição, e propõe aos participantes experimentar a produção radiofônica a partir de temas como direitos, participação e protagonismo de crianças e adolescentes.

Esta é a segunda passagem do projeto pela EPESMEL em 2026. Realizado pela Alma Londrina Rádio Web, o Estúdio de Rádio Móvel utiliza o rádio e o podcast como ferramentas de expressão, criatividade e construção coletiva, colocando os próprios participantes no centro da produção.

ERM na Epesmel
ERM na Epesmel

Durante a oficina, os estudantes entram em contato com o jogo de cartas da Alma, dinâmica que transforma a criação de um programa de rádio em uma experiência coletiva. Divididos em grupos, eles experimentam diferentes etapas e funções da linguagem radiofônica, como locução, entrevista, criação de vinhetas e jingles.

Nesta edição, a atividade dialoga com os seis eixos da Conferência Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes. Os jovens que participam da oficina já tiveram contato com o processo da conferência em atividades realizadas anteriormente na EPESMEL.

Segundo a educadora social Stephany Monique, esse conhecimento será o ponto de partida para a produção dos programas. A proposta é estimular os estudantes a refletirem sobre como participação, direitos e protagonismo aparecem em suas próprias experiências. “Todos que vão participar já passaram por alguma etapa da conferência livre que aconteceu aqui. Então, eles já têm um conhecimento prévio”, explica Stephany. A educadora destaca que o formato do Estúdio de Rádio Móvel permite aprofundar essa discussão de maneira participativa.

“Como eles exercem o protagonismo na conferência? Como exercem a participação? Como a conferência garante direitos para eles? Acho que eles vão saber responder e articular bem a partir disso”, afirma.

A expectativa é reunir cerca de 15 estudantes de diferentes turmas. A partir das discussões, os participantes terão liberdade para construir seus próprios programas, transformando reflexões e experiências em entrevistas, falas, vinhetas e outras produções sonoras.

Mais do que conhecer equipamentos ou técnicas de locução, a experiência busca mostrar o rádio e o podcast como espaços para fazer circular ideias. Ao assumir microfones, criar pautas e trabalhar coletivamente, os jovens deixam de ser apenas ouvintes e passam a ocupar o lugar de produtores de comunicação, levando para o áudio suas próprias perspectivas sobre direitos, participação e o lugar que ocupam na comunidade.

Fabio Stinghen: skate, música e causos no Salocast

Douglas Kodi lança livro sobre Commedia dell’arte na livraria Olga