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Natal e Ciência

Natal e Ciencia Scientia Vulgaris

Natal e Ciência. O podcast Scientia Vulgaris de hoje comenta esta relação desta data celebrativa com o aspecto científico. Embarque nesta viagem com André Bacchi e confira o podcast:

Natal e Ciência

 
 
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Por André Bacchi.

Fim de ano é sinônimo de Natal. E é difícil imaginar Natal sem a figura do Papai Noel. Mas já pensou como deve ser trabalhoso para um senhor de mais de 500 anos entregar presentes a todas as crianças que se comportaram em uma única noite?

Pois é, ainda que a gente considere que apenas crianças cristãs vão ser visitadas, são mais de 600 milhões de crianças para serem atendidas em um total de 31 horas (considerando o fuso horário entre locais e a rotação da terra). Isso significa ter que viajar muito rápido (milhões de quilômetros por hora) carregando quase 600.000 toneladas de presentes. Haja rena: mais de 4 milhões de renas ultrarrápidas e que, de preferência, saibam voar.

Toda essa brincadeira de Natal e Ciência, além de te divertir, provoca a seguinte reflexão: será que incentivar a crença em papai noel é algo saudável? Longe de esgotar esse assunto de Natal e Ciência, essa é uma provocação que você pode ler com mais detalhes no site da Revista Questão de Ciência: http://revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2020/12/19/etica-de-papai-noel

Natal e Ciencia Scientia Vulgaris

De fato, algumas consequências negativas podem surgir dessa prática que possui a mais bela das intenções: tornar o Natal algo mágico. Mas é preciso haver ilusão para haver magia?

“Existe poesia de verdade no mundo real: a Ciência é a poesia da Realidade”, certa vez afirmou o biólogo Richard Dawkins. Essa é uma frase de beleza e sensibilidade ímpares e representa com maestria o lado poético (mas não místico) da palavra magia. E essa “magia do mundo real” se faz presente em tantos lugares! 

Uma música que sensibilize nossos ouvidos e seja capaz de provocar reações em nosso sistema límbico, evocando memórias e nos fazendo chorar. Um fenômeno óptico/meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro quando a luz brilha sobre gotas de chuva formando um arco-íris capaz de deixar mais bela qualquer paisagem. Esferas de plasma luminosas, mantidas íntegras pela gravidade e pela pressão de radiação, observáveis no firmamento e que nos provocam reflexões sobre a vida e nossa existência. Se isso não é poesia, desafio qualquer um a definir o que seja. Talvez a frieza esteja em não reconhecer o encanto de tudo isso que está ao nosso alcance.

É por isso que concordo que a palavra “mundano” tenha se tornado injustamente pejorativa. Afinal, entender o mundo real possui uma beleza estonteante. Nesse sentido teimo em exercitar meu ceticismo a respeito de explicações sobrenaturais para eventos que podem ser explicados de outra forma (como o efeito de uma terapia X que pode ser explicado pelo placebo). A explicação sobrenatural não acrescenta entendimento sobre o tema e reduz a possibilidade que ele seja explicado no futuro. Estará fora do alcance daquilo que é natural e testável e, ao menos para mim, perde essa sua poesia.

Como disse o ilusionista Derren Brown em seu show intitulado “Miracle”: “O fato de você estar sentado aí agora e não outra pessoa, nenhuma variação de DNA. Um dos espermatozoides com metade de você se chocou com um dos óvulos com outra metade. Multiplique essa possibilidade por cada geração. Você está em uma das pontas da sua cadeia ancestral, perfeita e ininterrupta, que começa com você e vai até o primeiro organismo unicelular, bilhões de anos atrás. Você é o milagre.

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