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Uma pincelada na branquitude que celebra a falsa abolição

Jefferson Costa/Mundo Estranho

Neste episódio da Hora do Sabbat, vamos falar da falsa abolição da escravidão através de músicas, depoimentos, da arte e de como a branquitude ainda está atrasada em relação às reflexões humanistas, o que favorece e reforça a discriminação racial.

Ouça o podcast:

Por Sarah Mascarenhas.
O mês de maio, assim como o dia 13, é para nos posicionarmos frente à esta questão. Não existiram escravos. Ninguém é escravo porque quer. Houve sim, um povo escravizado e submetido à violência, crueldade e superioridade para realizar trabalho escravo. Nações escravizadas pela soberania do branco, que nem se enxerga como raça. Se sente tão superior que outras nações são desconsideradas. Hoje, a seleta musical é composta e dedicada às cantoras negras.
Esse programa também é dedicado a Lia Rangel, uma mulher inspiradora que nos deixou recentemente. Mãe, jornalista e sábia, Lia contribuiu com valiosos conselhos sobre a estruturação do programa. Que sua passagem seja sempre lembrada e sua luz siga nos iluminando para sempre.
A carta da semana é o Mago, momento de renovação e nutrição. Observe o que tem para se libertar de antigos padrões. Estamos na metade da Onda encantada do Sol que nos traz perguntas sobre nós mesmos! Diariamente, podemos nos conectar com a energia da Lua através dos Kins, os selos maias e eles nos propõem perguntas simples e muito fortalecedoras.
As questões para os próximos 7 dias são: Como posso harmonizar meu serviço? Eu vivo aquilo em que acredito? Como atingir meu propósito? Como posso aperfeiçoar o que eu faço? Como posso me libertar e deixar ir? Como me dedicar a tudo que tem vida? Como posso aumentar minha alegria e meu amor? Aproveite essa meditação guiada para emergir nessas questões!
Temos a leitura de trechos do livro “Sou Aquela Mulher do Canto Esquerdo do Quadro”, história de uma trabalhadora de linhas e tecidos que viveu de 1900 a 1968 na cidade de São Paulo. Esta é uma parceria da Hora do Sabbat com Fernanda Gregolin, pesquisadora, tradutora, editora e Doutora em Artes Visuais.
O quadro “Femenageada” da semana ganhou uma nova colaboração que enfatiza o propósito desse programa: Yvonne Primerano Mascarenhas, minha avó materna. Recentemente, ela ouviu uma das edições da quarentena e quis fazer parte deste time. Uma contribuição valiosa de uma cientista que carrega o pioneirismo em seus trabalhos. Um grande nome da ciência nacional que por muito tempo foi ocultado. Yvonne Mascarenhas passa, a partir de desta edição, a sugerir mulheres históricas para serem descortinadas. Nós faremos a leitura destes textos com muita honra.
A primeira colaboração foi contar a historia de Dorina Nowill, reconhecida internacionalmente como a “Dama da Inclusão”. Dorina ficou cega na juventude e, mesmo assim, fazia questão de estudar. Sem as condições adequadas na educação de um deficiente visual, Nowill foi resistente e determinada. Passou a lutar pelo direito dos cegos. Dentre seus grandes feitos, podemos exaltar a criação da Fundação Dorina Nowill.
Ainda tem muito mais! O comentário de Dida Dias sobre a falsa abolição da escravidão, discussão sobre a discriminação racial na arte e o novo álbum de Fiona Apple. A @horadosabbat é um podcast/programa de radio, apresentado por @_sarah_mascarenhas_.
Saiba mais sobre a Hora do Sabbat
Semanalmente, o programa radiofônico reúne diversas vozes femininas para inspirar e estimular mulheres a realizar seus sonhos, sejam quais eles forem. Com foco em descortinar mulheres ocultadas da história, apresentar cantoras, artistas e saberes ancestrais. O programa estreou em 2018 e hoje pode ser ouvido em varias web rádios e plataformas digitais. Foi finalista do Prêmio Profissionais da Música, concorrendo na categoria “Melhor Programa de Rádio” de 2018. Atualmente, Sarah reuniu 13 mulheres para manter a pluralidade de vozes e temas que abarcam o universo feminino.
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