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ENCONTROS COM A ARQUITETURA: Coliseu e Panteão

ENCONTROS COM A ARQUITETURA: Coliseu e Panteão. O I Bravissimi Cast de hoje é o primeiro da série “Encontros com a Arquitetura”. Nesta nova série falaremos sobre as grandes obras da história da arquitetura que existem na Itália, desde a época do Grande Império Romano até os dias de hoje, com a Arquitetura Contemporânea. Esperamos trazer um pouco da história e algumas curiosidades destes monumentos até você, e tornar ainda mais especial a sua próxima viagem ao “Bel Paese”. 

ENCONTROS COM A ARQUITETURA: Coliseu e Panteão
I Bravissimi Cast

 
 
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Falar sobre arquitetura sem poder ver as imagens é um pouco difícil, por isso iremos disponibilizar nas nossas redes sociais algumas imagens que citaremos ao longo do episódio. No instagram somos @ibravissimi e no Facebook – https://www.facebook.com/ibravissimilondrina . Então, vamos lá conhecer mais sobre a arquitetura italiana?

Ana Geroldi I Bravissimi CastPara apresentar este episódio, trouxemos a colaboradora Ana Geroldi, arquiteta e urbanista formada pela Universidade Estadual de Londrina e apaixonada pela Itália e sua arquitetura.

“Conheci a associação através dos cursos de Língua e Cultura Italiana. Faço parte ativamente da Associação I Bravissimi desde 2019, onde auxilio no desenvolvimento de imagens e administração das mídias sociais. Hoje tenho o prazer de inaugurar o novo quadro no nosso podcast chamado “Encontros com a arquitetura”, no qual contarei um pouco a vocês sobre as principais obras e monumentos arquitetônicos da Itália. Para escrever o roteiro desse episódio, tive a ajuda da minha colega de turma e de profissão Nathalia Momesso, que além de arquiteta e urbanista, é grande apaixonada por História da Arte e da Arquitetura. Juntas, vamos trazer para vocês curiosidades e um pouco da história de obras arquitetônicas da Itália”.

Introdução sobre o que é Monumento

Para iniciar nossa conversa sobre arquitetura, penso que seja necessário definirmos um termo que será muito recorrente neste podcast: Monumento. A palavra latina Monumentum remonta ao século XIII e tem por definição tudo aquilo que pode, de certa forma, evocar o passado, ou seja, perpetuar a recordação de sociedades históricas, estando intimamente ligado à memória coletiva.

Segundo Françoise Choay, grande historiadora francesa, o propósito afetivo de um monumento não é neutro, mas sim o de tocar, através da emoção, para uma memória viva. Desta forma, monumento é tudo o que foi edificado por uma sociedade e que possui o poder de fazer com que outras gerações rememorem, ou seja avivem, uma lembrança do passado. A ideia do monumento atua diretamente sobre a memória.

Visto isso, penso que possamos seguir nosso caminho acerca de grandes obras da arquitetura italiana.

O Coliseu

O primeiro monumento que será apresentado por aqui é, provavelmente, o mais conhecido da Itália, e por muitas vezes é usado como símbolo desta nação. Sim, estamos falando do Coliseu de Roma. 

“Finché esisterà il Colosseo, esisterà anche Roma; quando cadrà il Colosseo, cadrà anche Roma; quando cadrà Roma, cadrà anche il mondo”

(Profezia di Beda il Venerabile, VIII secolo)

Inicio a apresentação deste monumento com a frase de São Beda, o Venerável, que diz que enquanto existir o Coliseu, existirá Roma. Quando cair o Coliseu, cairá Roma, e quando cair Roma, cairá também o mundo. Esta profecia feita no século VIII é muito significativa, pois apresenta o Coliseu como parte intrínseca e indissociável de Roma.

O seu nome original é Anfiteatro Flaviano, e sua construção foi iniciada em 72 d.C. pelo Imperador Vespasiano, mas foi finalizada em 80 d.C. por seu filho Domiciano. Veio a ser conhecido por “coliseu” somente no século VIII, fazendo uma alusão à uma estátua colossal do Imperador Nero que ficava nas proximidades. Assim como a estátua, o Coliseu possui dimensões colossais: com sua forma elíptica que possui eixos medindo 188 m por 156 m e aproximadamente 52 metros de altura, o anfiteatro abrigava cerca de 60 mil pessoas. No início de sua utilização, antes da construção dos hipogeus que abrigavam os gladiadores, eram realizadas as famosas batalhas navais, com águas desviadas do Aqcua Claudia. O seu uso como casa de espetáculos de Gladiadores durou até 523 d.C. Depois disso, os materiais utilizados na sua construção foram pilhados e reutilizados para outras construções. Após muitos anos de abandono, é só em 1803 que se inicia o processo de transformar as ruínas do Coliseu em monumento.

A construção do Coliseu é marcada pela característica arquitetura romana, inconfundível pela utilização dos arcos, neste caso sobrepostos. Os arcos são dispostos em três camadas, que eram responsáveis por sustentar os assentos. Cada uma destas três camadas recebe a aplicação de um estilo grego diferente em suas colunas: o primeiro é o dórico, o segundo é o jônico e o terceiro é o coríntio.

As colunas adornadas pelo estilo grego possuíam somente função decorativa, pois a sustentação do edifício era feita pelo conjunto de arcos etruscos. O uso do arco foi muito utilizado na arquitetura romana, pois uma construção de um arco, feito com pedras separadas em forma de cunha é um grande desafio da engenharia, mas depois de dominado, permite que projetos cada vez mais ousados sejam executados. No caso do Coliseu, o uso dos arcos em módulos repetidos por todo o conjunto, permite a execução de um edifício com dimensões impressionantes, mesmo com a tecnologia limitada da época, além de também produzir uma fluidez no acesso ao edifício.

 Esta união das estruturas romanas (os arcos) com as formas gregas (o capitel das colunas) teve uma influência enorme sobre os arquitetos posteriores e deixou marcado para sempre na história o Grande Império Romano, e com o passar dos anos, tornou-se símbolo da cidade de Roma, e consequentemente, de toda a Itália. 

O Panteão

A segunda obra que trataremos hoje é o Panteão, o monumento antigo mais bem conservado na contemporaneidade. O Panteão de Roma também recebe o nome de Panteão de Agripa pois foi construído no local de um antigo templo de mesmo nome, que foi destruído em um incêndio no ano 80 d.C. A construção do edifício foi realizada durante o mandato do imperador Adriano, entre os anos de 118 a 128 d.C. a fim de ser um templo destinado a todos os deuses, como seu próprio nome já diz.

Este monumento se caracteriza por ser o único templo da antiguidade clássica que sempre se conservou como local de culto, tendo sido convertido em igreja no início da era cristã, razão pela qual o edifício se mantém em extrema conservação. O Panteão é um dos edifícios mais influentes na história da arquitetura, tendo sido estudado, reproduzido e lembrado em diversos períodos da história.

Neste edifício podemos notar uma grande influência da arquitetura da Grécia antiga, em consonância com as grandes evoluções técnicas da engenharia romana. Seu ambiente interior é caracterizado por uma grande construção em forma circular sob uma cúpula hemisférica, com um único óculo no topo, através do qual tem-se o prazer de observar o céu aberto. Não há janelas e nem aberturas em todo o edifício a não ser a abertura superior, pela qual todo o recinto recebe a alternância entre luz e sombra. E é a partir da luz e da sombra que o espaço interno se cria, de maneira muito simbólica. A forma esférica do interior cria alusão à excelência, traduzindo em uma escala micro a forma geométrica mais perfeita, o globo terrestre.

Até o século XV, com a construção da cúpula de Brunelleschi para a Catedral de Florença, o Panteão possuía a maior cúpula da história. O diâmetro do edifício é igual a sua altura, que corresponde a 43,44 metros ou 150 pés romanos, posto que a grande medida de referência da arquitetura sempre foi o corpo humano.

Além de servir de inspiração em toda a história, dentro do edifício estão sepultados grandes personagens da história italiana, como os pintores Raffaello Sanzio e Annibale Carracci, Vittorio Emanuele II, o Rei que unificou a Itália, e seu filho Umberto I. 

Conclusão e Finalização

É realmente incrível ver parte da história ser contada através desses monumentos. Mas, é claro que os conteúdos não param por aqui. Toda semana a I Bravissimi oferece conteúdos exclusivos no canal do YouTube e redes sociais. 

E para quem deseja se aproximar ainda mais da cultura e língua italiana, as inscrições para os cursos regulares on-line de italiano podem ser feitas através do site ibravissimilondrina.org.

Por meio de concertos, exposições fotográficas, ciclos de cinema e missas em italiano, a I Bravissimi, Associação Cultural Italiana de Londrina, chama a atenção daqueles que se interessam pela Itália há exatos 23 anos. A pandemia, acontecimento que desestruturou grande parte do mundo como o conhecíamos, fez com que a Associação se reinvente. Agora, a I Bravissimi se faz presente também nas plataformas virtuais, por meio de cursos on-line, um canal no Youtube, transmissões ao vivo no Instagram e também através do podcast.

I BRAVISSIMI CAST – Ficha Técnica

》Produção Radiofônica- Teixeira Quintiliano

》Edição- Thiago Franzim

》Roteiro- Ana Geroldi e Nathalia Momesso

》Produção- Hylea Ferraz e Letícia Cazarin

》Apresentação- Ana Geroldi

》Música- A tormenta, de Vivaldi

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