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Scooby-Doo e as 7 lições sobre ceticismo

Scooby-Doo

A maioria de nós tivemos a oportunidade de aprender o que é ceticismo com Scooby-Doo sem nem perceber. Frente a enxurrada de obras ficcionais que colocam o sobrenatural como lugar-comum e menosprezam a figura do cético, Scooby-Doo se destaca por valorizar o ceticismo.

Scientia Vulgaris
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Scooby-Doo e as 7 lições sobre ceticismo
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Com mais de 50 anos de existência Scooby-Doo, a seu modo, pertence a cada geração desde sua estreia em 1969. Um grupo improvável de 4 jovens e um dogue alemão viajam em uma van (Máquina do Mistério). Eles investigam e desvendam casos sobrenaturais em todo tipo de lugar bizarro.

O desenho ocupou um papel de destaque na infância de muitos de nós. Sempre competindo com o mundo supersticioso em que vivemos. Mesmo considerando personagens de diversos perfis. Desde a racional Velma, até os medrosos e motivados por comida, Salsicha e Scooby. As lições são as mesmas:

1) Pessoas acreditam em todo tipo de bizarrices.

Se você consegue inventar uma besteira, vai ter alguém capaz de comprar essa ideia. Jamais duvide da nossa capacidade de acreditar. Desde a crença de que quebrar espelhos dá azar, até a crença que antibióticos combatem vírus.

2) Pessoas inventam e espalham farsas por diversos motivos.

Alguns vilões da série querem ganhar dinheiro com um mito, ou às vezes, assustar e espantar forasteiros. Ou então por fama. Basta ver o tanto de documentários que existem sobre coisas que não valem sequer a investigação.

3) O sobrenatural é um mistério que pode ser resolvido.

Um monstro, um fantasma, uma maldição, ou um extraterrestre – ao recolher as evidências e usar o pensamento crítico, chega-se a uma conclusão bem menos maluca e muito mais realista, cuja explicação é natural e testável.

4) Ser cético não impede de sentir medo.

O medo é uma resposta emocional natural e universal (Salsicha e Scooby que o digam) e um potente ingrediente de convencimento de narrativas. Nos deixa vulneráveis, reduzindo nossa autonomia caso não tomemos decisões pautadas em evidências.

5) Evidência anedótica não serve como evidência científica.

A evidência informal de alguém que testemunhou um evento extraordinário não serve como prova de um conceito. Achar que viu ou testemunhou algo é diferente de provar que esse algo é real. Em geral o relato não se sustenta.

6) Ser racional aumenta as probabilidades de acerto.

A frase “Os barulhos de cascos que você ouve atrás de você, em geral, não são de zebras” nos mostra que a realidade costuma se apresentar na sua forma mais provável e que, por isso, esse deve ser nosso primeiro palpite.

7) Os monstros e fantasmas somos nós.

Não precisamos de ajuda sobrenatural para causar mal, assustar, enganar assim como realizar feitos incríveis e amar. 

Somos crianças curiosas há mais tempo que adultos supersticiosos. Que Scooby-Doo possa sempre te ajudar a lembrar disso.

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