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Etnyah – Acerbo (2020)

Por Teixeira Quintiliano – Pouco usual em nossa rotina, o vocábulo “acerbo” pode não dizer muito à primeira vista. De sabor acre, ácido, amaroso. Estes são os significados para este adjetivo. Na linguagem popular seria “sem açúcar”. A aspereza da gustação pertencente à palavra agora ganha novos sentidos com “Acerbo”, novo trabalho do Etnyah.

Sucessor dos singles “Suor e Som / Fé não Faia” (2018) e dos álbuns “O Homem Do Outro Lado do Espelho” (2016) e “Tempo Sujo” (2002), “Acerbo” reflete o mix de referências percussivas nordestinas com riffs eletrificados presente nos trabalhos anteriores. Porém, o disco novo do Etnyah, lançado em 8 de junho, ressalta uma aura mais soturna nas novas composições.

Confira as faixas do álbum comentadas:

O repertório, composto por seis composições inéditas e um remix, é aberto com “Se Liga” e encerrado com a sua versão remixada e embalada por sintetizadores, novidade na carreira do quinteto. A faixa,  que se tornou o primeiro videoclipe desse disco, trata da manipulação de informações nas notícias falsas (fake news) e empunha o refrão: ”Se você encaminhar mais uma, eu vou te bloquear”.

Na sequência, “Mente A Vapor” se antecipa como possível hit do disco. Composta por Clodoaldo Sanches, em parceria com o vocalista e tecladista Giovani Viecilli, a música é o segundo videoclipe produzido de “Acerbo”.  Sanches ainda assina as faixas “Cada Um” e “A Lua”. Nesta última, ele assume o vocal com a antiga formação da banda e produção de Gustavo Di Lorio.

“Acostuma” adapta o texto da escritora e artista plástica Marina Colasanti à mistura rítmica do grupo, e “Zumbi”, de autoria e interpretação do percussionista Mau Werner, celebra o groove da cultura afro-brasileira encrustado no DNA do Etnyah.

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